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Castelo de Vila Viçosa
Vila Viçosa não parece ter sido uma região muito importante, antes da reconquista cristã da península Ibérica, apesar de haver vestígios de ocupação romana, e já na posse portuguesa, só no reinado de D. Afonso III, em 1270, se pode situar o provável início da construção do castelo, que D. Dinis, terá concluído. No reinado de D. Fernando I, o castelo é objecto de melhoramentos e passa a pertencer, depois da crise de 1383 a 1385, a D. Nuno Álvares Pereira, por doação do rei D. João I, como recompensa pelos serviços prestados.
Em 1422, os novos donos, os duques de Bragança, mandam construir um paço no castelo, mas o terceiro Duque de Bragança foi acusado de traição e executado, e Já em 1501, depois de ter estado exilado em Castela, D. Jaime de Bragança, filho do duque executado, não quis residir no castelo e mandou construir o actual Paço Ducal. D. Jaime também fez obras no castelo, melhorando as suas defesas, o que voltaria a acontecer durante a Guerra da Restauração, depois de 1640, com a sua adaptação para suportar artilharia, possibilitando-lhe repelir o assalto das tropas espanholas em 1665.
Classificado como Monumento Nacional, é propriedade da Fundação da Casa de Bragança, nele funcionam o Museu da Caça e o Museu de Arqueologia da Fundação e também no seu anterior, existe a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

 

Palácio de Vila Viçosa
No início do século XVI D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa.
Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio erguia-se num local “caracterizado por extensos olivais e por abundância de água”. Foi durante séculos a sede da sereníssima Casa de Bragança, uma importante família nobre fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante, quando a 1 de Dezembro de 1640, o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal (D. João IV).
A fachada principal é toda revestida de mármores da região e inspira-se na arquitectura italiana renascentista, com três andares, a cada um deles correspondendo, desde o rés-do-chão ao piso superior, uma das ordens clássicas: dórica, jónica e coríntia.
No interior das suas 50 salas visitáveis guardam-se as peças das preciosas colecções de arte e as raríssimas espécies bibliográficas que pertenceram a D. Manuel II, último monarca reinante de Portugal.
Destacam-se pinturas dos membros artistas portugueses do século passado, ourivesaria, tapeçarias flamengas e francesas, pinturas a fresco em paredes e tectos, mobiliário de estilo, porcelanas orientais, portuguesas, italianas e de outras origens, armaria antiga com peças raras de fabrico oriental, português, alemão, francês, etc.
Depois da subida de D. João IV ao trono, o Paço de Vila Viçosa deixaria der ser a residência oficial dos Duques de Bragança. No reinado de D. João V, em 1716, o monarca ordenou novas obras no palácio, só terminadas no tempo de D. José. O palácio voltaria a ser remodelado no final do século XIX, sendo então um dos locais preferidos pela Família Real para as suas temporadas fora da capital do reino.
Em meados do século XX, por disposição testamentária de D. Manuel II, criou-se a Fundação da Casa de Bragança que passou a tutelar o Paço de Vila Viçosa e que agora funciona como museu.

 
Linguas
Português (pt-PT)Español (spanish formal Internacional)
PAISES

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