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Capela da Rainha Santa Isabel
Situada no local onde a lenda diz terem-se situado os aposentos da Rainha Santa Isabel, deve a sua construção à Rainha D. Luisa de Gusmão, mulher de D. João IV e devota da Rainha Santa Isabel, como cumprimento de uma promessa na sequência da vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas em 1659.
Foi em 1715 incorporada no padroado D. João V, sendo dessa altura as suas principais características artísticas.
De referir os magníficos painéis de azulejo e telas a óleo do período barroco, encomendados pelo mesmo monarca, onde estão representados episódios da vida e milagres protagonizados por Isabel de Aragão.
Esta capela é considerada por diversos especialistas um dos mais notáveis registos iconográficos da tradição lendária isabelina existente em Portugal.

 

Castelo de Estremoz
O castelo de Estremoz passou definitivamente para o domínio português no reinado de D. Sancho II, depois de já ter estado na mão das forças cristãs e ter sido de novo tomado pelos árabes.
Esta fortificação que já devia existir desde a ocupação romana da península, no reinado de D. Sancho II, teve obras de reconstrução, que foram continuadas com o reforço das defesas, nos reinados seguintes.
Com D. Dinis, estes trabalhos deram também lugar à construção do Paço Real, onde em 1336, faleceu a Rainha Santa Isabel. Foi também, o Castelo de Estremoz, o quartel-general de, D. Nuno Álvares Pereira.
Segundo a tradição, terá sido junto a este castelo que se deu o milagre das rosas, quando a Rainha Santa Isabel, que distribuía esmolas, converteu as moedas em rosas, enganando o rei D. Dinis, que não a queria nessa tarefa de ajuda aos mais necessitados.
Esta utilização, como aquartelamento de tropas, viria a verificar-se também durante a Guerra da Restauração, de onde as tropas partiram para diversas batalhas travadas nos anos que se seguiram à declaração de independência, em 1640.
Estremoz foi palco da reunião de cortes, nos reinados de D. João I e de D. Afonso V, e também já em 1497, D. Manuel entregou aqui, a Vasco da Gama, o comando da esquadra que o levou à Índia.
Em Agosto de 1698, o depósito de munições explodiu, arruinado uma grande parte do castelo, vindo a ser recuperado no reinado de D. João V, por volta de 1740, que, nestas obras, mandou construir uma Sala de Armas, dotando-a com um valioso recheio, saqueado durante as invasões francesas, em 1800.Classificado como Monumento Nacional, no início do século XX, recebeu intervenções que para além da fortaleza, requalificaram o antigo Paço Real, que agora funciona como pousada e criaram a Galeria de Desenho da Câmara de Estremoz.

 

Castelo de Évoramonte
O castelo de Évora Monte, só tem notícias da sua existência, através da reconquista cristã, por volta de 1160, no reinado de D. Afonso Henriques, pelas forças comandadas pelo lendário, Geraldo Sem Pavor.
No reinado de D. Afonso III, teve obras de recuperação, o que também viria a acontecer no reinado de D. Dinis. Foi domínio do condestável, D. Nuno Álvares Pereira e aqui foi assinada a Convenção de Évora Monte, em 1834, que pôs fim às Guerras Liberais.
O terramoto, em 1531, leva à necessidade da sua reconstrução, as muralhas foram reforçadas e a sua estrutura seguiu a linha dos palácios acastelados do Renascimento, cujo projecto é atribuído aos arquitectos, Diogo e Francisco de Arruda.
Em bom estado de conservação, o castelo está classificado como Monumento Nacional, tendo beneficiado de obras de consolidação e restauro, com várias campanhas desde 1930, até 1987.

 

Castelo de Veiros
Veiros passou para as mãos portuguesas em 1217, no reinado de D. Afonso II, no seguimento da reconquista cristã da península Ibérica, aos árabes, sendo de acreditar que a ocupação humana desta região já existisse, pelo menos, desde o tempo dos romanos.
D. Afonso II, terá entregue estas terras à Ordem de Avis, levantando-se a dúvida de se o castelo foi edificado nesta época, ou apenas melhorado, todavia é no reinado de D. Dinis, em 1308, que se constrói a Torre de Menagem, conforme inscrição no interior do castelo.
Já no reinado de D. João III, o terramoto de 1531, causou muitos danos na fortificação, tendo que ser reconstruído. Durante a Guerra da Restauração, na sequência de um ataque, o paiol situado na Torre de Menagem explodiu, reduzindo-a a escombros.
O castelo está classificado como Imóvel de Interesse Público, do conjunto destaca-se a chamada Torre do Relógio e no seu interior está a Igreja Matriz, datada de finais do século XVI, que terá substituído uma outra do século XIII.

 

Convento das Maltesas
Na face norte do grande terreiro da baixa de Estremoz - Rossio Marquês de Pombal - e embebido no casario, ergue-se o edifício designado por Convento das Maltesas ou de S. João da Penitência.
Classificado como Monumento Nacional, - em particular o Claustro da Misericórdia - é neste local que está instalado o Centro Ciência Viva de Estremoz.
Trata-se de um edifício quinhentista de estilo gótico-manuelino, no qual foram aplicados na sua construção predominantemente os materiais regionais, com o destaque para o mármore de Estremoz, alvenaria e azulejaria.
São vários os aspectos arquitectónicos e artísticos que merecem um olhar especial para este edifício.

 

Convento dos Congregados
Edificado no local onde existia um palácio renascentista, o Convento dos Congregados obtém autorização de D. Pedro II para a sua construção em 1697. O seu projecto, atribuído a João Antunes, o mesmo autor da Igreja de Santa Engrácia em Lisboa, é um dos exemplares que reflecte a influência italiana no Barroco seiscentista português.
Destacam-se a fachada da igreja com os seus alçados ondulantes e o imponente claustro de claras características barrocas.
De referir a importância e bom traço artístico dos painéis de azulejos da portaria e das paredes que acompanham a escadaria até ao primeiro andar do convento, atribuídos à escola dos Bernardes.

 
Linguas
Português (pt-PT)Español (spanish formal Internacional)
PAISES

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