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Febre Aftosa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Suinicultura User   
Quarta, 13 Agosto 2008 14:49
A Febre Aftosa é uma doença aguda e contagiosa que se caracteriza por um estado febril inicial, seguido por uma erupção vesicular localizada nas membranas mucosas e na pele, coroa dos cascos, língua e focinho. A doença é produzida por um vírus dos menores que se conhece capaz de atravessar os poros das velas de filtração. Existem sete vírus conhecidos da Febre Aftosa que são os A, O, C, Sat,1, Sat 2, Sat 3 e o Ásia e cerca de 82 subtipos.

Patogenia
A Febre Aftosa dos suínos é uma enfermidade vesicular que evolui esquematicamente em quatro fases: uma fase de incubação, uma fase febril, uma fase eruptiva e uma fase convalescente.
O vírus penetra por via respiratória ou digestiva e multiplica-se nas células da faringe. Através da corrente sanguínea atinge diferentes locais do organismo, provocando a formação de vesículas (aftas) na mucosa da boca e no focinho (partes sem pelo), causando lesões no epitélio.

Sintomas

O aparecimento súbito de vários suínos mancando pode ser o primeiro sinal de Febre Aftosa. Ocorre elevação da temperatura corporal e aparecimento de aftas esbranquiçadas, que podem romper-se formando úlceras. Essas vesículas também podem ser encontradas nas tetas, entre os cascos, na coroa do casco, fazendo com que possa ocorrer a perda do mesmo.
A mortalidade é baixa, não ultrapassando 5%, mas esse valor pode ser maior em leitões, com envolvimento cardíaco (comum em casos de infecção com o vírus C, com mortalidade de até 100% nas leitegadas afectadas). Os sinais clínicos da Febre Aftosa em suínos são indistinguíveis dos sintomas apresentados na estomatite vesicular e na doença vesicular dos suínos. Os sinais são os mesmos encontrados no exantema vesicular (doença já extinta). Nos suínos, as lesões em volta do focinho são importantes para o diagnóstico. As aftas bucais são menores do que as dos bovinos, sendo que a sintomatologia geral quase é a mesma. Quando a porca está em lactação, os seus tetos se ferem e os leitões podem contagiarem-se ao mamarem.
Quando a doença se disseminar em todo o rebanho, é necessário erradicá-la rapidamente, pois se isto for feito lentamente, o vírus vai sofrendo modificações nas passagens sucessivas de animal para animal, ocasionando uma Febre Aftosa cada vez mais severa.
Os animais que não foram abatidos por serem reprodutores ou estiveram com insuficiência de peso deverão ser colocados em piquetes de terra e passados rotineiramente em pedilúvios.
Um bom pedilúvio para este caso deverá conter a seguinte solução: Cal hidratada 95 Kg; Sulfato de Cobre 5Kg, água morna até formar pasta.

Controle

A prevenção contra a Febre Aftosa baseia-se em dois pontos: medidas sanitárias e uso de vacinas.

Medidas Sanitárias
• Estabelecimento de quarentenário nos pontos de entrada do país e nas granjas;
• Inspecção sanitária dos animais que entram na propriedade;
• Interdição da propriedade com foco da doença até 30 dias após o aparecimento do último caso;
• Desinfecção de pocilgas, utensílios e viaturas da propriedade com foco da doença;
• Desinfectantes.
Vacinação

Em zonas livres de Febre Aftosa, a vacina não pode ser utilizada como auxiliar em programas de erradicação através do abate. Essas devem ser utilizadas onde a doença é enzoótica e devem ser polivalentes, contando com serotipos prevalentes na área. No Brasil, está em uso uma vacina com vírus O,A e C inactivos, emulsionada em adjuvante oleoso, que desenvolve imunidade a partir do sétimo dia após sua aplicação e a protecção se mantém em bom nível, durante quatro meses.
Leitões destinados ao abate necessitam ser vacinados apenas uma vez, aos dois meses de idade, enquanto que reprodutores, devem ser revacinados a cada quatro meses. A vacinação das fêmeas no final do período de gestação deve ser evitada, pois se usada, a vacina pode actuar sobre os fetos de tal forma que os leitões nasçam com sua resistência diminuída.
Um programa de vacinação de emergência ou estratégico prevê a vacinação de todos os leitões com idade superior a 21 dias e a totalidade dos reprodutores do plantel.

 
 
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