Sábado, 18 de Novembro de 2017
 
    
   
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Castração na Europa
2015-05-12

A Comissão Europeia tem já feito o inventário europeu relativamente à prática da castração em suínos nos diferentes Estados-Membro. O estudo insere-se na preparação da proibição da prática em 2018. Os dados são os seguintes:
  • Portugal e Espanha: 80% são porcos inteiros e abatidos entre os 5 os 7 meses, sendo os restantes 20% animais castrados, abatidos a pesos elevados, sendo que destes, 8,5% dizem respeito ao porco ibérico e porco alentejano. A analgesia está a ser uma hipótese avançada como solução para este tipo de produção.
  • França: A percentagem de porcos castrados é de 7%. No geral, os produtores franceses são favoráveis à proibição da castração.
  • Itália: os porcos são castrados com recurso a analgésicos, não se praticando anestesia. Nas produções DOP, os machos são abatidos com 160 kg de peso, pelo que a produção de machos inteiros não é aconselhável.
  • Bélgica: No mercado belga encontram-se porcos inteiros e imunocastrados. Os porcos exportados são essencialmente castrados com recurso a analgesia.
  • Áustria: É obrigatório o uso de analgesia.
  • Holanda: Em 2009, 95% dos porcos comercializados eram castrados. Em 2014 passou a ser de 35%. Esta diminuição drástica deveu-se à proibição dos supermercados holandeses venderem carne de porcos castrados a partir de 1 de Janeiro de 2014.
  • Dinamarca: Apenas 5% do efectivo é comercializado inteiro. Obrigatoriamente a castração é feita com analgesia prolongada. A Dinamarca procurará que esta seja a prática autorizada em 2018, pois considera que a imunocastração não é viável.
  • Reino Unido e Irlanda: Praticamente 100% dos machos são inteiros e abatidos com um peso médio de 78,2 kg.
  • Alemanha: Entre 90 a 95% dos porcos são castrados. Os principais matadouros aceitam animais inteiros, mas sujeitam-nos a painel sensorial de detecção de odor sexual. A castração é com recurso a analgesia ou anestesia.
  • República Checa, Roménia, Polónia e Hungria: Os animais são abatidos com um peso elevado, pelo que não se equaciona a comercialização de machos inteiros. Não se pratica analgesia nem anestesia.
  • Suécia: Apenas 1 a 2% dos machos são inteiros. Já se pratica analgesia prolongada e a anestesia geral será obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2016. A imunocastração representa cerca de 5%.
  • Finlândia: Praticamente todos os machos são castrados. Equaciona-se a prática de analgesia e anestesia.









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