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Previsões Rabobank para o mercado suíno: das dúvidas da Rússia à diarreia epidémica
2014-10-24

Deixado para trás o pico máximo da diarreia epidérmica suína (PEDv), o sector suinícola mundial enfrenta agora um novo desafio, o embargo russo à carne de porco da União Europeia, EUA e Canadá, que configurou uma rápida transformação no panorama comercial. Segundo a última nota informativa trimestral da Rabobank para o sector, o principal beneficiado desta nova situação é o Brasil, que viu os seus preços subirem em cerca de 30%.

Ao mesmo tempo, os preços na Europa baixaram 9% e sem sinais de recuperação.

Mesmo tendo em conta o impacto positivo da descida do custo da alimentação animal, este será um ano dececionante para a produção suinícola da EU. Para a Rabobank não é previsível que o mercado russo reabra antes de Julho de 2015. O “Joker” de 2015 será o possível reflexo da PEDv na redução da oferta de porcos. Por países, a Rabobank faz a seguinte análise:

China: Uma oferta mais limitada e a recuperação da procura vão sustentar a recuperação do mercado, assim como aumentar as importações para fazer face “época alta” de consumo, no primeiro trimestre de 2015. Acresce ainda a provável descida do preço da ração em 2015, pelo que se perspetiva que os produtores chineses possam ter finalmente um ano positivo.

EUA: A PEDv levou a que a carne de porco fosse transacionada a preços elevados, em 2014, apoiado num maior consumo interno graças à subida do preço da carne de vaca. Estes dois fatores levaram a um dos períodos de maiores margens na história do setor. Os produtores irão, com certeza, aumentar a produção em 2015. O fator de risco será um novo surto de PEDv no Inverno.

UE: O sector viveu um terceiro trimestre de 2014 muito dececionante, deparando-se desde julho com a extensão do embargo russo aos exportadores competidores dos EUA e Canadá e também por consumos internos condicionados. Estas tendências de consumo e exportação são para manter até ao final do ano.

Brasil: Os preços no terceiro trimestre bateram records, devido ao aumento em 18% das exportações para a Rússia, concentrando este mercado cerca de 50% do total de exportações de carne de porco brasileira.
Este é um risco potencial se no futuro a situação mundial se normalizar. Para o quarto trimestre a tendência aponta para a continuação de um balanço positivo.

Canadá: Os preços caíram de forma dramática durante o terceiro trimestre, por conta da maior competência dos países exportadores concorrentes (que encontraram mais rapidamente alternativas à Rússia). Esta situação deverá manter-se até ao levantamento do embargo. A incógnita para 2015 é perceber se o Canadá sofrerá o impacto da PEDv, o que não se verificou significativamente até agora.

Japão: O mercado japonês está estável, suportado pelo também estável nível de consumo, apesar da crescente importação e do aumento dos preços ao consumidor, causados pela desvalorização do yen face ao dólar e porque as carnes concorrentes também estão mais caras. O stock elevado pressionará as futuras importações.

México: O México sofreu o maior impacto da PEDv neste Verão. O número de animais abatidos decresceu 11,1% relativamente há um ano atrás (ligeiramente acima do previsto). As margens atingiram um record positivo em 2014, tanto pelo preço elevado dos porcos, como pela redução do custo da alimentação.

Coreia do Sul: A oferta foi superior ao previsto, uma vez que o surto de PEDv não afetou os países exportadores para a Coreia da forma severa que se esperava, causando uma relativa ampla caída dos preços dos porcos e da carne. Os preços manter-se-ão até ao início de 2015.

 










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